JUNTAR FORÇAS POR GRÂNDOLA

Novembro 25 2009

Minas do Lousal - Grândola
Viagem para cinco sentidos
Cláudio Garcia
   
Um museu a céu aberto, vivo, com lojas de artesanato e produtos da terra, um excelente restaurante, realidade virtual no centro de ciência, actividades interactivas para as crianças e vários espaços museológicos que permitem espreitar como era o quotidiano das antigas minas.
   
Ao domingo, eles cantam. Os antigos mineiros levantam a voz, um a um, enchendo a sala do Restaurante Armazém Central com o calor da alma alentejana. Como se o tempo voltasse atrás na aldeia, perdida no extremo sul do concelho de Grândola.

O Lousal chegou a ser o núcleo socio-económico mais importante do município, quando as minas de pirite – desactivadas em 1988 – empregavam três mil pessoas. Hoje, é um daqueles cenários com porta aberta para o passado, onde a cada esquina espreita a memória de um modo de vida que já não volta.

O futuro, contudo, está a ser construído diariamente. Através de um bem sucedido programa de revitalização, nasceram um centro de ciência viva, uma albergaria, oficinas de artesanato, o museu mineiro, o mercado de produtos locais e o restaurante. Os colaboradores, em muitos casos, são antigos trabalhadores da mina ou seus familiares.

 

 

Para que não sejam esquecidos aqui fica a  nossa singela homenagem aos Mineiros do Lousal.  Bem hajam.

 

 

publicado por Bloco Grandola às 22:05
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Novembro 23 2009

 

 
Já começam os intermináveis anúncios de bonecas e futilidades na tv e nós já sabemos: está a chegar o Natal. O Natal de todos os embustes, de todas as vaidades, de todas as hipocrisias, de todas as misérias.
Os levantamentos das Caixas Multibanco vão disparar, os cartões de crédito vão bater no fundo, quanto mais pessoa “de bem” mais cara a prenda.
Carros de luxo serão oferecidos, uma infinidade de benesses cairá como um maná dos céus e o pessoal endivida-se à grande e à francesa para ir pagando no ano seguinte ou a 2 ou 4 anos conforme o volume de compras e respectivo crédito.
Mas existe a outra face, a mais oculta, triste e dorida do Natal – o Natal dos reformados que a tanto custo compram uma “lembrancinha” para os netinhos, deixando de tomar os medicamentos ou de comer carne nesse mês, porque também querem ter a sua ceia, ou comprar um casaco mais quentinho que o frio é o companheiro das noites.
Ao lado, muito ao largo passa o Outro Natal que se cola ao Reveillon em saídas para fora de Portugal, em estadias no Allgarve (esta foi de morte) e que por isso enche os hospitais de velhotes lá abandonados porque em casa só estão a empatar e não permitem viagens mais prolongadas. Nestas alturas adoece misteriosamente muito idoso... palavras ouvidas a muito médico de hospitais públicos.
O que é preciso é ostentar, mostrar “o sucesso” pessoal e profissional a todo o custo e esquecer os velhos nos respectivos locais de “abandono”.
Por mim, guardo lembranças de Natais mais sadios em que a oferta de um par de peúgas de lã feitas pela avó tinha todo o valor do mundo. Agora Hi-pods, Playstations, Mp4, Laptops  e afins arruinaria qualquer reformado que desejasse satisfazer a voracidade egoísta do “netinho”.
Gostaria para o meu Natal de um frasquinho de água de colónia, as tais meias, umas luvas da mesma “safra” e verdadeiro afecto familiar porque de pais e avós já só posso cultivar a lembrança. Comer as 12 passas à meia noite e estar rodeada de amigos e família junto de uma fogueira aquecendo os pés. Hippie? Fora de moda? Talvez... mas igual a mim mesma.
Um último desejo ambicioso: PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE, e já agora, às MULHERES também.
Com amizade,
JOSEFINA BATISTA
 

 

publicado por Bloco Grandola às 23:19
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Novembro 18 2009

Bem  procurei dados mais recentes sobre o desemprego no Concelho, mas o I.N.E (Instituto Nacional de Estatística) não vai além de 2004. E dessa data para cá, muita coisa se passou, tantas firmas de Construção Civil faliram, tantos negócios fecharam, tantas firmas foram obrigadas a fechar as portas, tanta gente se viu com as malas às costas para ganhar a vida noutros sítios. Contudo o desemprego em 2004 já estava nos 9,4%... como estará agora?

Aqui ficam os números oficiais de que disponho e que tanto nos entristecem. Por vezes penso que uma pessoa de tão habituada a esta vida, já nem nota que vive mal, que os outros têm terríveis carências. Parece que sempre foi este o nosso destino, o nosso fado... e foi.

A vontade de lutar contra este "pantanal" putrefacto onde já muito pouco "mexe" leva-me a colocar aqui dados ultrapassados no tempo em muitos anos, mas cá ficam. Ficam para que nos lembremos do vizinho A ou B, do caso de C ou D e que não fiquemos embrutecidos pela cruel realidade, para que não nos pareça NORMAl o que  passamos. Não é normal que se tenha 0, 76 médicos por 1000 habitantes e isso numa altura em que o Centro de Saude ainda era um hospital... nada disto é normal! Nãopodemos aceitar estes dados como normais. Não podemos aceitar que o Centro de Emprego que nos serve esteja em Alcácer do Sal que também tem as suas carências e os seus desempregados. Já falamos nisso: Porque não temos direito a Centro de Emprego em Grândola? Por causa da estatística? Ora aqui fica ela... mas só vai até 2004 infelizmente.

 

Indicadores sociais:

 Indicador           Grândola          Unidade      Período
 Médicos por
1000 habitantes   0,76                  N.º              2003
 
Farmácias por
1000 habitantes   0,41                  Nº               2003
 Taxa de
analfabetismo       24,2                  %                1991
HM 
   Taxa de
analfabetismo       19,2                  %                2001
HM 
  
Indicadores demográficos:
 Indicador           Grândola           Unidade       Período
 Densidade
populacional        17,9                 Hab/km2          2004
 População
residente HM     14.901                   N.º              2001
 População
residente H         7502                     N.º              2001
 Nados-vivos         129                      N.º              2004
HM*  
 Nados-vivos H       64                       N.º              2004
 Óbitos HM (*1)     220                     N.º              2004
 Óbitos H               121                      N.º             2004
 Taxa de                 8,9                 permilagem        2004
natalidade   
Taxa de                15,17              permilagem        2004
mortalidade   
Taxa de                3,59                 permilagem       2004
nupcialidade   
Taxa de                 2,48               permilagem        2004
divórcio  
 Índice de             203,31                   %               2004
envelhecimento   
Núcleos
familiares             4544                      N.º             2001
residentes   
Variação
população              8,2                      %               2001
residente
1991-2001   

* Os nados-vivos são apresentados segundo a distribuição geográfica de residência da mãe
*1 Os valores são apresentados segundo a distribuição geográfica de residência
Fonte: Instituto Nacional de Estatística

 Gostaria de chamar a vossa atenção para o facto de neste momento não existirem nados em Grândola, isto é, em Grândola não nasce ninguém, como sabem, vão nascer a outros lados. Também o número de habitantes não são os 14.000, mas anda à volta dos 10.000 como dei conta num post anterior.

Com amizade e alguma tristeza,

JOSEFINA BATISTA

publicado por Bloco Grandola às 22:41
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Novembro 17 2009

 

 

OS MENINOS DE GRÂNDOLA
Dá que pensar... pelo menos a mim dá!!!
São 3:45 da manhã, dia 16 de Novembro de 2009, noite de domingo para segunda-feira, no mostrador da carrinha a temperatura ronda os 13 graus, a noite está fria.
Lá estão eles outra vez, um grupo de 5 ou 6 crianças, não devem ter mais de 14 / 15 anos, a andar de bicicleta.
Que fazem aquelas crianças, a esta hora da noite na rua? dá que pensar...pelo menos a mim dá!!!
Estou a falar de um grupo de meninos que encontro varias vezes durante a noite a brincar junto as habitações sociais do Bairro da Esperança em Grândola.
Será que não estudam??? é que amanha é dia de aulas, ou então, como vão conseguir estar atentos ao que lhe ensina o professor???
Serão eles os culpados por andarem na rua a esta hora??? então os adultos (Pai/Mãe) não lhe impõem regras, com esta educação que futuro lhe reserva a vida???
Dá que pensar... pelo menos a mim dá!!!
É difícil transcrever para este texto, o que sinto nas varias noites em que os encontro aquelas horas na rua. Um misto de raiva/desilusão/impotência e tristeza.
Dá que pensar... pelo menos a mim dá!!!
Que sociedade é esta, que futuro terão estes e outros tantos jovens, noutros bairros noutras vilas e cidades???
Enfim este é o Pais que temos, o Pais que herdamos e que continuamos a construir...
Que podemos fazer para mudar...
Vamos reflectir...
um abraço...

Henrique Rodrigues

publicado por Bloco Grandola às 21:33
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Novembro 15 2009

DE ACORDO COM SITE  DA TVI 24 ESTAS SÃO AS NOTÍCIAS, FIQUEMOS ATENTOS AO QUE SE PASSA...

 

Santiago do Cacém: eleições podem repetir-se

Assembleia não chegou a acordo com a eleição do quarto vogal da junta liderada pela CDU

Por: Redacção /ASC  |  13-11-2009  18: 13

  • Boletins de voto

As eleições podem voltar a repetir-se na freguesia de Santiago do Cacém, depois de a Assembleia não ter chegado a acordo quanto à eleição do quarto vogal da junta, liderada pela CDU, noticia a «Lusa».

A primeira sessão da Assembleia de Freguesia realizou-se a 29 de Outubro e a segunda a 11 de Novembro, mas sem se chegar a qualquer acordo.

A CDU venceu as eleições na freguesia de Santiago do Cacém com 41% dos votos, obtendo assim uma maioria relativa, tendo eleito seis dos 13 elementos da Assembleia. Na oposição estão três membros do PS, três do PSD e um do Bloco de Esquerda (BE).

«Na primeira sessão elegemos três dos quatro vogais da Junta, faltava eleger um», explicou à agência «Lusa» o presidente eleito, Vítor Barata, acrescentando que não conseguiram «chegar a acordo» ao ser «rejeitada» a proposta de um segundo vogal da CDU.

É que a oposição quer que seja eleito para o executivo um elemento de cada força política com mandatos na Assembleia da Freguesia - PS, PSD e BE - enquanto a CDU considera que, dessa forma, fica em minoria, comprometendo o programa eleitoral. A CDU propôs, por isso, que dois dos vogais fossem do PS e do PSD.

A CDU entende que, mesmo sem uma maioria absoluta, tem «legitimidade para gerir os destinos da freguesia» e «concretamente o executivo da Junta».

 

 

 

 

publicado por Bloco Grandola às 18:03
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Novembro 09 2009

 

UM MURO CAIU. QUANTOS MAIS FALTAM CAIR SOBRETUDO A NÍVEL DO PRECONCEITO, DA HIPOCRISIA E DO FUNDAMENTALISMO. CAIU APENAS UM!

 

publicado por Bloco Grandola às 21:45
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Novembro 05 2009

Bloco propõe novo modelo de avaliação docente

Manifestação de professores. Foto de Paulete MatosO Bloco de Esquerda defendeu esta terça-feira um modelo de avaliação de professores integrado, sem quotas, e realizado quando da mudança de escalão do docente, e onde também é feita uma apreciação de cada estabelecimento de ensino, valorizando o desempenho das melhores escolas e dos melhores professores e prevenindo e corrigindo os problemas.

Texto publicado pelo Bloco de Esquerda na sua newsletter.

No rol dos problemas e porque não há já tempo para ensinar, mas apenas para reunir e preencher toneladas de papel, aparecem "pérolas" como esta que passamos a publicar:

 

Composição aluno 9ºano das Caldas da Rainha "O Pipol e a Escola"

(Texto verídico retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha (para ler, estarrecer e reflectir...!!!))
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REDAXÃO

'O PIPOL E A ESCOLA'


Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.

Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto
Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os
Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no  aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.

Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos
profes  até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem  abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu  assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???

O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?

 

Palavras para quê?

publicado por Bloco Grandola às 23:26
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