JUNTAR FORÇAS POR GRÂNDOLA

Novembro 25 2009

Minas do Lousal - Grândola
Viagem para cinco sentidos
Cláudio Garcia
   
Um museu a céu aberto, vivo, com lojas de artesanato e produtos da terra, um excelente restaurante, realidade virtual no centro de ciência, actividades interactivas para as crianças e vários espaços museológicos que permitem espreitar como era o quotidiano das antigas minas.
   
Ao domingo, eles cantam. Os antigos mineiros levantam a voz, um a um, enchendo a sala do Restaurante Armazém Central com o calor da alma alentejana. Como se o tempo voltasse atrás na aldeia, perdida no extremo sul do concelho de Grândola.

O Lousal chegou a ser o núcleo socio-económico mais importante do município, quando as minas de pirite – desactivadas em 1988 – empregavam três mil pessoas. Hoje, é um daqueles cenários com porta aberta para o passado, onde a cada esquina espreita a memória de um modo de vida que já não volta.

O futuro, contudo, está a ser construído diariamente. Através de um bem sucedido programa de revitalização, nasceram um centro de ciência viva, uma albergaria, oficinas de artesanato, o museu mineiro, o mercado de produtos locais e o restaurante. Os colaboradores, em muitos casos, são antigos trabalhadores da mina ou seus familiares.

 

 

Para que não sejam esquecidos aqui fica a  nossa singela homenagem aos Mineiros do Lousal.  Bem hajam.

 

 

publicado por Bloco Grandola às 22:05
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OBRIGADO, OBRIGADO, OBRIGADO!
Anónimo a 25 de Novembro de 2009 às 23:12

estas vozes estas vidas... com muite emoção muite recordação e tanta história para contar. Se sabem mesmo da mina, digam? o que era o cigarrinho para a Moura?
um forte abraço
Anónimo a 25 de Novembro de 2009 às 23:18

heheeh D.Josefina descalce esta bota! Eu sei dessa história da Moura... contava-se há muitos anos. Era engraçada, era!
Os meus parabéns por terem colocado aqui algo sobre outras terras que pertencem a Grândola, espero que outras mais venham. Para que não sintam que estão esquecidos como dizia a Zezinha.
Esta voz continua a cantar. há um vídeo muito bonito que se chama "eles cantam" sobre a "morte da mina" ponham também, pode ser?
Aquele abraço do vosso mais fiel leitor.
Só uma coisinha: mas porque raios o outro blog é sempre a mesma barraca? É que parece que há "submarinos" ali... uns artigos não têm nada a ver com os outros e estão muito mal escritos. Não é bom ficar com esta imagem de gente que mal sabe escrever. É certo que não sou um espada na escrita, mas acho que me consigo explicar um bocadinho melhor... acho eu!
Boas noites.
G.I. a 25 de Novembro de 2009 às 23:32

Sei a história sim senhor G.I.
Tem muitas décadas e é assim: Quando entrava uma nova "leva" de jovens a trabalhar no fundo da Mina, os mais velhos diziam-lhes que tinham que deixar lá no fundo da galeria, um cigarrinho para a Moura Encantada que lá vivia e protegia os Mineiros. Se não deixassem esse cigarro, não teriam a protecção dela e poderiam ficar debaixo de uma explosão. Os rapazes, com medo, deixavam lá os seus cigarros que eram fumados, claro pelos mais velhos!
Esta é a história do "Cigarrinho prá Moura". É ou não é?
Seja sempre bem vindo, você e todos/as cometandores/as que nos dão a honra da sua visita. Cumprimentos a todos.
JOSEFINA BATISTA
JOSEFINA BATISTA a 26 de Novembro de 2009 às 12:29

viva a josefina que ate sabe umas coisinhas do Lousal! já agora, sabe quem é a nossa padroeira? Ora diga lá...
Anónimo a 26 de Novembro de 2009 às 22:52

Oh meu amigo/a anónimo/a!
Claro que sei quem é a Vossa Padroeira! Vi muitas fotos de lindas procissões à Santa Bárbara! Não sei se sabem que passei aí um belo ano da minha vida a trabalhar, que recordo com saudade e no qual até carpas e pardelhas da Tapada eu comi com vocês nos almoços e petiscos do pessoal. Esse ano enriqueceu-me muito como pessoa e deu-me uma lição de força de vontade, de luta e daí veio o meu lema: Desistir? NUNCA!
Ainda tenho comigo todos os presentes que recebi e guardo com muito carinho. Tive aí a maior festa de anos de toda a minha vida. É uma honra falar de vocês. É com muito orgulho que digo que trabalhei aí com a vossa boa gente!
Um emocionado abraço,
JOSEFINA BATISTA

Agora é que nos está a começar a convencer. D. Josefina, a professora!
Você aqui será sempre benvinda! Parabéns! Conte mais coisas que sabe da gente...vá, conte lá..conte!
Anónimo a 26 de Novembro de 2009 às 23:07

Obrigada Josefina. Sempre estivemos um tanto longe de tudo,enfiados neste buraco que só tem uma entrada e a saída é a mesma. Não sei se me percebe. Fizeram muitas coisas por nós, mas... para muita gente já vieram tarde! Ficamos desamparados muito tempo, sem trabalho, em risco de perder casa, perder tudo . Tempos em que nada se sabia sobre o futuro. Mais tarde vieram "os salvadores da pátria" mas essa história tem barbas. Para a juventude, fez-se alguma coisa?
Quem explora o Museu, o Restaurante? Não é pessoal daqui, são pessoas duvidosas, pessoas que são apenas sanguessugas. Há gente aqui de olhos abertos, os velhos estão trtados mas e os outros? Quem precisa e quer travalhar, o que faz? Trabalha para gente que nem descontos nos faz?
Um abraço amiga!
Anónimo a 28 de Novembro de 2009 às 13:19

NÓS É ESTAMOS HONRADOS POR SE LEMBRAR DE NÓS! OBRIGADO JOSEFINA!
Anónimo a 26 de Novembro de 2009 às 23:17

Temos Mulher! Venha inteirar-se dos nossos problemas e vai ter achigans, pardelhas, sopas de tomate, o que quiser!
Anónimo a 26 de Novembro de 2009 às 23:21

LINDO! TEXTO TÃO LINDO! OBRIGADA POR TER POSTO ISTO AQUI! SÓ VOCÊ MESMO JOSEFINA.
AFINAL FEZ-SE INVESTIGAÇÃO, AFINAL DESCOBREM-SE COISAS DESTAS! ELES CANTAM SIM, AINDA CANTAM... VALHA-ME DEUS
Anónimo a 26 de Novembro de 2009 às 23:37

“Solo Brasil”

Cabem cem anos da música do Brasil num pequeno Teatro da nossa capital ? Cabem e ainda sobra espaço para muita emoção e muito samba, com todo o mundo em pé a sambar no final, ao som do grupo solo Brasil e a alma endiabrada de Maria Eugénia de voz soberba, a atacar fogo no pessoal.

Este espectáculo intitulado “Uma viagem através da música do Brasil” completa agora 10 anos de estrada, tendo percorrido já 19 países em quatro continentes, para além de 40 cidades brasileiras e em boa hora chega agora a Portugal.

Até Domingo em Lisboa, no Teatro da Trindade, é segundo o seu criador, director e narrador, o embaixador do Brasil junto da CPLP, Lauro Moreira, a síntese de 100 anos da música brasileira desde as origens até agora, onde mostra todas as influências, desde as indígenas locais, às africanos e do povo português.

Neste sentido traça o panorama histórico e cultural da música popular brasileira, dos seus primórdios até aos nossos dias, da polca ao chorinho, do maxixe ao samba, da valsa à bossa nova, do frevo ao baião, além de oferecer uma mostra da música típica das várias regiões geográficas e culturais do Brasil, em noventa minutos de narração e ritmos contagiantes.

E começa com os primeiros anos com uma moda de Chiquinha Gonazaga de 1895, onde um trecho da letra reza assim “Esta dança é buliçosa / tão dengosa / que todos querem dançar / Não há ricas baronesas / nem marquesas / que não saibam requebrar, requebar”, passa depois pela a época de ouro, a música regional, a etapa pré-bossa nova, a bossa nova, a época dos festivais,

“Estava à toa na vida / O meu amor me chamou / Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor / A minha gente sofrida / Despediu-se da dor / Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor”, e segue depois para os anos 70 e 80, “que será, que será? / Que andam suspirando pelas alcovas / Que andam sussurrando em versos e trovas / Que andam combinando no breu das tocas / Que anda nas cabeças anda nas bocas”.

Passa pela tradição “Bota castanha de caju / Um bocadinho mais / Pimenta malagueta / Um bocadinho mais / Amendoim, camarão, rala um coco / Na hora de machucar / Sal com gengibre e cebola, iaiá / Na hora de temperar”, e termina sabem onde, ninguém iria imaginar, no carnaval,

“Você pensa que cachaça é água / Cachaça não é água não / Cachaça vem do alambique / E água vem do ribeirão / Pode me faltar tudo na vida / Arroz feijão e pão / Pode me faltar manteiga / E tudo mais não faz falta não / Pode me faltar o amor / Há, há, há, há! / Isto até acho graça / Só não quero que me falte / A danada da cachaça”.
Anónimo a 27 de Novembro de 2009 às 16:28

É isto que me agrada muito no que a D.Josefina escreve: a honestidade e a clareza. Não é por ido à procura do artigo que falei, mas por o ter colocado aqui com o nome da pessoa que o escreveu. É assim que deve ser. O post é comovente, mas o seu a seu dono. A escrita dela conhecemos bem vê-se que não tem medo de dar a conhecer outras escritas, nem tem aspirações a "apropriar-se" do que não é dela. Por isso venho e leio e gosto. Se é dela, é dela, se não é, diz quem fez e onde o foi buscar. Já não se encontra disto facilmente hoje em dia.
E outra coisa. esta SENHORA desenvolve uma relação cordial e bastante humana com quem comenta aqui. Nós percebemos que nos lê e que nos respeita. É isso que se espera de um político honesto, de uma pessoa de bem. Gostava muito que pensassem no que escrevi aqui hoje, pois muitas vezes há respostas que parece que nos estão a dar um estalo nas ventas.
Um bom fim de semana para todos.
G.I.
G.I. a 28 de Novembro de 2009 às 13:05

Já vi este grupo cantar e vieram-me as lágrimas aos olhos. Merecem ser divulgados, gravados e vistos. Que esta memória nunca se perca. É uma parte muito importante do património cultural e industrial do Concelho. Estas pessoas tiveram um dos trabalhos mais ingratos nas condições mais ingratas da época. Trabalhar a terra, não o mesmo que tirar do seu interior as suas riquezas. deixo aqui uma mensagem de GRANDE RESPEITO por esta gente.
Parabéns pelo artigo mais uma vez. Gosto de ver como vão desenvolvendo o trabalho de nos dar a conhecer outras realidades do Concelho.
Já agora é preciso dizero seguinte com toda a frontalidade porque é real. Os residentes da sede do Concelho, muitas vezes estão-se nas tintas para os outros que não são mesmo de Grândola e há rivalidades idiotas. Penso que chegou a altura de percebermos que somos todos UM POVO só e deixarmos esta atitude de segregação. O seu trabalho neste sentido é de louvar e incentivar, porque sem união de ideias e interesses, temos o que sempre tivemos: grupos de interesses e pouco mais. CONTINUE!
Maria Antónia a 28 de Novembro de 2009 às 13:14

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