JUNTAR FORÇAS POR GRÂNDOLA

Abril 20 2010

Convidamos o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Grândola a acompanhar-nos num pequeno passeio pela vila. Os arredores serão outra questão. Se entrarmos pelo lado norte, deparamo-nos com uma rotunda inacabada e bastante perigosa por falta de sinalização adequada: a nova rotunda do Lidl. Não se sabe bem por onde entrar ou por onde sair, os carros danificam pneus e suspensões, os peões tremem por não haver passadeiras, pudera! Se nem há estrada…

Continuando este mini passeio pela Rua Nuno Alvares Pereira acima, deparamo-nos com uma nova e imensa rotunda, que jorra àgua. Tão grande, mas tão grande, que um pesado tipo autocarro ou semi-reboque ali se vê grego para passar. O trânsito é um caos. Semáforos para controlar aquilo, nada. Menos águia e mais estrada, era o que se precisava… Pelas ruas vamo-nos deparando com prédios em estado de plena ruína, devolutos, meio caídos já, onde se junta o lixo, a bicharada oportunista própria destes locais. Na avenida da Estação (que já não temos) o cenário é o mesmo, só não vê quem não quer ver.

Um grandolense que se desloque à sua terra a cada 15 dias encontra sempre novas dificuldades, caminhos desviados, sentidos proibidos, ruas e estadas cada vez mais esburacadas. Cada vez menos espaço para estacionar o que deve transtornar bastante os comerciantes locais. Quem está de passagem espanta-se perante este ordenamento territorial e questiona-nos. Não temos resposta a não ser talvez alguma arbitrariedade…

Temos contudo (gostamos sempre de acabar com uma nota positiva), o Espelho D?Água! Tanto tempo a terminar, tanta árvore arrancada, tanta rede a impedir a deslocação dos peões, “tanta pomba assassinada, tanta loja de perfume”!

Esperemos que nenhuma criança tenha ali algum incidente infeliz ou trágico.

Nós… como sempre, após esta pequena voltinha, vamos mas é sentar-nos num banquinho de jardim que ainda é o local mais seguro, por enquanto. Foi bom o passeio, pá!

publicado por Bloco Grandola às 20:31
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“A partida dos novos faraós”

Os novos faraós, tais como os de então são os régios e divinos administradores máximos desta nossa pobre existência, só a eles está reservado o direito de manter na ignorância e pagos por parcos soldos legiões inteiras de cidadãos, são os escravos da actualidade pagos pelos salários mínimos do nosso descontentamento, enquanto eles acumulam riqueza e benesses inerentes ao seu estatuto de poderio absoluto.

Os novos faraós, já não mandam construir pirâmides mas compram ilhas e grandes propriedades em paraísos isolados, onde mandam erigir mansões com três pisos acima do solo e cinco abaixo, tal como as de então servem para resguardar a sua integridade em caso de extrema necessidade e para guardar os objectos de culto da actualidade.

Os novos faraós, já não mandam sacrificar uma virgem no Nilo, mas advogam-se no direito de sacrificar países e continentes para satisfazer a sua exacerbada ganância, possuem dezenas de funcionários de luxo bem colocados nas hierarquias dos governos e instituições financeiras de que são “donos”, para bem poderem controlar os fluxos financeiros e os grandes negócios desenhados a pedido.

Os novos faraós são poucos mas bons, pelo menos a julgar pelo estado a que isto chegou, para eles tudo certamente não passa de um jogo de vaidades em que o nosso mundo é um tabuleiro de xadrez onde movimentam as peças que finalmente os levarão à glória de partir numa barca de oiro, carregada de tesouros, na viagem para o outro lado e que ajudarão a franquear as portas de éden, só é pena que a esperança média de vida destes faraós não seja a mesma que a dos faraós de outrora pois assim poderíamos vê-los partir bem mais cedo.
Anónimo a 20 de Abril de 2010 às 23:31

Não é verdade

Cai, como antigamente, das estrelas
um frio que se espalha na cidade.
Não é noite nem dia, é o tempo ardente
da memória das coisas sem idade.

O que sonhei cabe nas tuas mãos
gastas a tecer melancolia:
um país crescendo em liberdade,
entre medas de trigo e alegria.

Porém a morte passeia nos quartos,
ronda as esquinas, entra nos navios,
o seu olhar é verde, o seu vestido branco,
cheiram a cinza os seus dedos frios.

Entre um céu sem cor e montes de carvão
o ardor das estações cai apodrecido;
os mastros e as casas escorrem sombra,
só o sangue brilha endurecido.

Não é verdade tanta loja de perfumes,
não é verdade tanta rosa decepada,
tanta ponte de fumo, tanta roupa escura,
tanto relógio, tanta pomba assassinada.

Não quero para mim tanto veneno,
tanta madrugada varrida pelo gelo,
nem olhos pintados onde morre o dia,
nem beijos de lágrimas no meu cabelo.

Amanhece.
Um galo risca o silêncio
desenhando o teu rosto nos telhados.
Eu falo do jardim onde começa
um dia claro de amantes enlaçados.

Categora: As Palavras Interditas (1951), Eugénio de Andrade e POESIA

http://saldalingua.wordpress.com/2009/03/13/nao-e-verdade/
Anónimo a 21 de Abril de 2010 às 09:27

Projecto Venus

O Projecto Vênus foi fundado na ideia de que a pobreza, o crime, a corrupção e a guerra são causadas pelas neuroses e escassez criadas pelo sistema económico vigente, que é orientado ao lucro e que reprime o progresso de tecnologias benéficas à sociedade. Fresco teoriza que a progressão da tecnologia, se esta fosse continuada para além do limite do que é lucrativo, fará com que mais recursos estejam disponíveis para mais pessoas, produzindo uma abundância de produtos e materiais. Esta abundância reduziria a tendência humana actual para a independência, corrupção e ganância, dando alas para as pessoas se ajudarem entre si. Fresco acredita que o sistema monetário e os processos associados a ele, tal como a venda do próprio trabalho e a competição, são danosas à sociedade e limitam o verdadeiro potencial da maioria das pessoas. Ele diz que as suas ideias beneficiarão um número máximo de pessoas. Ele afirma que as suas ideias originaram-se nos seus anos de formação que foram durante a Grande Depressão.

Fundamental para o projecto é a eliminação da economia vigente baseada em dinheiro, em favor de uma economia baseada em recursos.

Jacque Fresco

Jacque Fresco é um autodidata, projetista industrial, um engenheiro social, um escritor, um professor, um futurologista, um inventor, e trabalhou como um projectista e inventor numa grande variedade de áreas desde inovações bio-médicas a sistemas sociais totalmente integrados. Ele acredita que suas idéias irão beneficiar o maior número de pessoas e diz que algumas de suas ideias vem dos anos de sua formação durante a Grande Depressão.

Movimento Zeitgeist

O Movimento Zeitgeist trabalha com o Projecto Vênus como uma rede activista, que permite aos membros comunicar e trabalhar em projectos dentro do movimento.

O Projecto Vênus aparece no filme Zeitgeist: Addendum(em inglês), e em Zeitgeist Movement Orientation Presentation, como uma possível solução para os problemas descritos no filme.

http://thevenusproject.com/
Anónimo a 22 de Abril de 2010 às 00:44

Este (a) palhaço (a) que inunda o blogue com conversa da treta será que não tem mais nada para fazer??? Vá dar milho aos pombos, pelo menos tinha utilidade. Ou será que está a ser pago para isto??? Estes melgas do BE Grândola incomodam não é, então vamos inundar o espaço para que os leitores se fartem e deixem de cá vir.
Força pessoal, pouco a pouco estão a conseguir ser notados.
Emplastro a 22 de Abril de 2010 às 14:46

Calma Emplastro...o/os melgas gostam disto, abrem a página, fazem copy/paste... é um trabalhão. Deixem essa gente trabalhar!
Talvez um dia ainda se venham alistar nas fileiras e viva a boa disposição! E até têm a página nos favoritos....

Eu já percebi que esta gente do BE é diferente, felizmente para melhor, tem paciência para aguentar quem nada tem para dizer e só provoca. Um bem haja para vocês no dia da LIBERDADE,
São poucos mas valem mais que muitos.
Anónimo a 25 de Abril de 2010 às 18:54

“Baltasar”

A verdade é redonda, parece consensual no meio jurídico, até recentemente numa formação uma advogada a propósito da responsabilidade civil e criminal por incumprimento das regras de segurança, não se cansou de o repetir, e porquê esta forma para a verdade, na verdade é porque assim se dá de comer a um milhão de portugueses, os que fazem as leis, os que aprovam as leis, os que estudam as leis, os que manipulam as leis, os que alteram as leis, os que aplicam as leis, ufa que cansaço.

Para além disso é senso comum que a culpa morre sempre solteira, são quase constantes os exemplos sabidos pela comunicação social e que nas mãos da justiça levam anos até que a decisão de arquivamento surja, e porquê esta forma de gerir, na verdade é porque assim se proporciona distracção a um milhão de portugueses, os que vêm as notícias, os que ouvem as notícias, os que lêem as notícias, os que discutem as notícias, os que comentam as notícias, os que esquecem as notícias, ufa que cansaço.

E também todos sabemos que o símbolo da justiça é a balança, serve para pesar os argumentos de cada uma das partes, é muito conhecida a história do arguido que havia prometido umas galinhas ao senhor doutor juiz e perdeu o caso, ao questioná-lo, ele que havia recebido porcos da outra parte terá respondido ao primeiro, “o senhor trouxe testemunhas de cá-rá-cá-cá, o outro trouxe testemunhas de revolver a terra” e assim para alimentar o sistema se mantém a trabalhar um milhão de portugueses, os que têm que pagar a justiça, os que usam a justiça, os que levam com a justiça, os que fogem à justiça, os que manipulam a justiça, ufa que cansaço.

Mas até aqui tudo bem pois os portugueses têm direito a comer, distrair-se e também trabalhar, o que não é admissível é que tenham morrido duas crianças numa lagoa artificial que toda gente sabia existir no local há mais de dois anos, a autoridade municipal tenha notificado o proprietário vai para quinze dias, ambos devessem ter sido constituídos arguidos um por dolo, outro por negligência e o meu senso comum me diga que no final quando ambas as verdades redondas forem colocadas sobre os pratos da balança haja apenas culpas solteiras e a vida continue como habitualmente, excepção feita aos dois infelizes, enquanto assim for não podemos descansar.

Baltasar volta, Garzón estás perdoado.
Anónimo a 23 de Abril de 2010 às 00:59

“O contágio”

Jorge Sampaio em boa hora afirmou
Má qualidade da nossa democracia
Parece ser coisa que não se sabia
Mas de imediato outros contagiou

E num repente o debate animou
Surge a mudança da noite p’ro dia
E se enganado estiver todavia
Se não foi contágio e só inflamou

Sirva o exemplo p’ra encontrar a cura
Dos males maiores desta sociedade
Enquanto alguma saúde inda perdura

Antes que seja apenas promiscuidade
Para que não soframos a imensa agrura
De vê-la morrer e só restar a saudade.
Anónimo a 23 de Abril de 2010 às 01:57

Tens razão ó Emplastro, eu próprio já estou a ficar um pouco farto de mim, prometo-te que este fim de semana vou dar milho aos pombos da intolerância.
Anónimo a 23 de Abril de 2010 às 02:10

Toma tino e deixa trabalhar quem quer ser útil. Eu se estivesse no lugar dos administradores do blogue não te dava tanta importância. Um simples click e já eras "trolha".

Emplastro
Anónimo a 28 de Abril de 2010 às 01:36

Fernando Nobre em discurso directo
23 de Abril de 2010, 09:51

A menos de um ano das eleições presidenciais, Fernando Nobre dá uma entrevista exclusiva ao SAPO. A partir das 11h30, veja aqui o que o único candidato assumido à Presidência da República tem a dizer sobre os grandes temas da actualidade e participe, sugerindo perguntas a fazer.

Alexandra

Obrigado pela coragem por acreditar num País, que já ninguem acredita. Tem o meu voto, apesar do meu partido, BE apoiar outro candidato. Gostaria muito de o ouvir falar dos problemas reais dos País, sem apelo nem agravo, sem soluções fáceis. Você é um homem do Mundo, sabe que caminhamos a passos largos para um buraco, se não mudarmos o rumo e as politicas actuais. Conto com a sua frontalidade e transparência, e pode contar com o meu total apoio. Acredito que vai ser bem sucedido no seu objectivo. Um bem haja.

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1060240.html
Anónimo a 23 de Abril de 2010 às 11:43

“Golden Boys”

SCUT, vias sem custos para o utilizador, pura ilusão, a sua designação deveria ser estradas com custos para o utilizador e para o não utilizador, pois todos nós já contribuímos com os nossos impostos para a sua construção, contribuímos regularmente para a sua manutenção e no final se as portagens forem implementadas, aí irão ser pagas pelo utilizador uma segunda vez.

Os primeiros custos derivam do facto de haver uma decisão de administração do território que justificará a sua existência, para nosso conforto, os segundos custos resultam de uma decisão política tendo em conta a necessidade de mais receita para o estado, é para isto que elegemos os políticos e lhes pagamos, para tomarem as boas e as más decisões.

Todos estes custos resultam da governação legitimada por todos nós, embora possam ser suportados como se viu em boas ou más decisões, mas quem nunca errou que atire a primeira pedra, eu não o farei certamente, agora quando se trata de outros custos “ilegítimos” que somos obrigados a suportar aí por vezes já sinto a vontade de atirar com uns blocos de granito, embora até agora tenha conseguido controlar-me.

Estes casos recentes têm ajudado a tornar transparentes uma série de situações de que todos já suspeitávamos, em primeira análise a tradicional derrapagem nas obras públicas, que vai servindo para alimentar os pagamentos, lembra-me agora a letra de Ney Matogrosso, É por debaixo dos pano, Prá ninguém saber, É por debaixo dos pano, O que a gente faz, É por debaixo dos pano, Prá ninguém saber, É por debaixo dos pano, Se eu ganho mais, e mais não canto.

E estão também a tornar-se transparente os custos com a atribuição dos luxuosos prémios de gestão que saem do nosso bolso a troco das golden shares que o estado mantem numas quantas empresas, para poder fomentar a prática, agora muito mais transparente, da dança das cadeiras que serve para rodar os altos quadros, que pululam da governação para a administração e da administração para a governação, pagos a peso de ouro, os famosos golden boys.
Anónimo a 23 de Abril de 2010 às 21:34

“Trinta e seis anos”

Trinta e seis anos Abril madrugada
Ruas cheias, cravos na espingarda,
Mandado às urtigas regime mal amado
Má a memória de quem foi torturado;

Conquistas muitas e ilusões mil
Muitos já sonham com o novo Abril,
Do primeiro resta lindo foguetório
E na manhã seguinte grande oratório.

Pagamos agora a quem mal nos governa
E já Amália não temos p’ra nos distrair
Com a bolsa vazia uns tintos na taberna,

Dos outros falando limpam aos milhões
Muitos mais que antes e mais hão-de vir
São vidas faustosas e lautas refeições.
Anónimo a 25 de Abril de 2010 às 00:07

Um Blogue do Bloco de Esquerda de Grândola atento ao Mundo
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