Grande artigo!! Muito falta "aflaitar" nesta vila e arredores.
Quanto á escola própriamente dita... oh o edfício é lindo, tem uma localização magnífica, haveria de ser para os gaiatos do lousal, não? Era o eras!
Aquilo é só progresso e desenvolvimento, pá!
Não há escola para as crianças? Como não há? Então não foi construída uma escolinha primária linda, com todas as condições, pátio para recreio e tudo, pelo Lousal para as crianças do faleiros que está fechada? Devem pensar que anda tudo parvinho, devem...
D.Josefina, carregue com genica. estão mesmo a merecê-las!
Já agora.. onde estão os homens do Bloco de Grândola? Os artigos são todos seus...
BEM HAJA!
Anónimo a 19 de Setembro de 2010 às 20:38

É caso para dizer que a D.Josefina "os tem no sítio". Estava a ver que tinha desistido disto, mas cá está ela a dar umas porretadas bem dadas!
O que me faz espécie´, tal como o Anónimo acima, e onde é que andam os homens do Partido? Mais ainda: onde andam os elegíveis, os cabeças de lista?
Desconfio que como não foram eleitos, deram á sola e lá vai a D.Joseina carregando com esta cruz. mas carrega muito bem e VIVA O BENFICA.
Amiga Josefina (se me permite) aqui na minha rua existe uma casa abandonada de onde saem ratos, cobras, osgas, lagartixas.. será que me pode dizer qual é autoridade onde me dirijo para ver a coisa solucionada? Eu não quero fazer turismo, quero só ter verões desansados...
Um grande abraço deste seu leitor fiel G.I.
G.I. a 20 de Setembro de 2010 às 01:41

Ora bem, cá está a oposição. Já estava com medo do rumo das coisas.
O P.S.D. diz mal dos Comunistas, os Comunistas Dizem mal do P.S.D. e está visto quem é a oposição em Grândola!
Parabéns pelo artigo. Só tenho a dizer que já não são muito jovens, mas parvos é que não são mesmo!
Bem Haja, bem haja D. Joseefina! Vamos voltar aos velhos tempos da LUTA! Um abraço
Maria Antónia a 20 de Setembro de 2010 às 10:09

Até já estava admirada que não viessem para aqui empocarlhar o nosso executivo.
Não têm mesmo vergonha nenhuma. E sempre a dizer mal de tudo o qeu é iniciativa da CMG!
E sempre o Lousal, as coisas do Lousal, essa gentinha que nem aquilo que tem, merece.
Têm todas as regalias e mesmo assim ainda se queixam. Pelos visto têm demais! Não foi a única localidade onde as aulas começaram menos bem. Esta gente não dá nem um minuto de descanso.
Desconfio que o B:E: de Grândola deve ter sede no Lousal.
Resumam-se à vossa insiginficância
Anónimo a 20 de Setembro de 2010 às 10:21

“Crise leva-me a Alvalade”

Se a crise leva uns a Madrid, outros a Berlim e Bruxelas e ainda alguns a Nova Iorque, a mim devo confessar levou-me a Alvalade, talvez para desanuviar da intoxicação de notícias sobre o mau estado das coisas resolvi desligar dos canais habituais e partir, de manhã umas braçadas na piscina do LATI, após o repasto no MC Donald’s de Aires a festa de anos da filha de um compadre no Vale Ana Gomes, até aqui tudo normal.

Umas imperiais, croquetes, rissóis e quiches de legumes depois lá se iniciou a viagem rumo a Alvalade, passados noventa minutos e quinhentos anos lá chegámos ao destino, estávamos agora em 1510, às portas de Alvalade do Sado, Alvalade Medieval nas Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino, primeira surpresa com os diabos, não parecia haver crise, pessoal aos magotes e três réis e meio cada ingresso, lá entrámos.

É para quem conhece um verdadeira viagem no tempo, os habitantes da freguesia participam envergando trajes da época, os cafés e restaurantes viram tavernas e casas de pasto, na praça do pelourinho estão os tronos donde Suas Altezas Reais acenam à multidão de nobres, comerciantes e servos que passam, muitas danças e folias com saltimbancos e menestréis, trovadores, encantadores de serpentes e as próprias encantadas, cartomantes e adivinhas.

Mercadores e artesãos enchem as ruas com as suas actividades, primeira paragem prevista junto à nossa amiga artesã loura e já célebre produtora de tiaras de flores secas concretizou-se como previsto, estava muito feliz, irradiava um sorriso de encantar, seria amor, tudo leva a crer que sim, cumprimentos feitos à dita e família e lá prosseguimos que por essa altura já o estômago marcava o ritmo, paragem na tabanca do turco e uma pita shoarma abaixo que se fazia tarde, cerveja é que já não, fiquei-me por um iced tea nada medieval que a coca-cola já há muito esgotara.

Vimos mercadorias de várias paragens, bijuterias, artigos de pele, espadas e tantas outras, mas a surpresa maior estava para vir quando encontrei o meu velho amigo de tantos treinos e agora artesão a tempo inteiro de brinquedos de madeira, conversámos um pouco e fiquei a saber muito, tinha estado um pouco adoentado com bronquite, a filha que o acompanhava já se formara em Filosofia e estava prestes a partir para Itália para frequentar um curso de canto lírico, já ouvi na net, canta e encanta, quero estar na estreia, seja lá quando fôr.

A esposa tinha ficado a produzir, pois a sua infecção recente não lho permitia, a outra filha já se formara em acção social e estava a fazer um mestrado em gerontologia, quantas metas alcançadas, que pai babado e convenhamos não é para menos, dizia-me ele “se tenho ficado pelo meu anterior emprego não tinha conseguido tudo isto” e que talvez um dia volte para treinar de novo connosco, fiquei feliz ao vê-lo tão realizado, comprei-lhe um brinquedo para o meu mais novo e ainda teve o desplante de me oferecer um para cada um dos outros dois, mas sempre foi assim teimoso, a crise levou-me a Alvalade mas não encontrei a crise, antes pelo contrário.
Anónimo a 20 de Setembro de 2010 às 23:56

“Engenharia e bolo de chocolate”

Aqui há umas décadas atrás se bem se lembram para se ir de sul à capital ou se ia por Vila Franca de Xira, ou se atravessava o Tejo de barco, foi assim até que o estado novo resolveu construir a ponte Salazar, uma grandiosa obra de engenharia como é comum dizer-se desta e doutras obras e no tempo em que o termo engenharia era empregue nesta e em situações similares.

Para se perceber um pouco melhor os contornos desta tradicional engenharia digamos que perante uma dificuldade ela tenta encontrar a solução mais adequada tecnicamente e viável economicamente, por exemplo se quiséssemos produzir um bolo de chocolate a engenharia preocupar-se-ia em encontrar os melhores ingredientes e simultaneamente a um preço acessível isto para que o preço de cada fatia fosse competitivo.

Numa fase posterior surge a designada engenharia financeira que já nada tem a ver com produção de bens, senão com a maximização das mais valias obtidas na transação desses mesmos bens, no caso deste bolo a engenharia financeira preocupar-se-ia em adquiri-lo ao menor preço, pressionando os produtores e fazendo crer aos consumidores que aquele era o melhor bolo de chocolate do mundo, para assim maximizar o retorno do seu investimento em bolo de chocolate.

Agora e numa fase muito mais recente da nossa vida em sociedade surge a engenharia política, que decorre da ideia que para regular o mercado do bolo de chocolate será necessário impor uma série de regras, em que os reguladores ficarão com as maiores fatias de bolo, por disposições que decorrem da aplicação dessas mesmas regras, sendo que para usufruir das pequenas fatias e das migalhas restantes os demais ainda têm que fazer prova das suas boas intenções enquanto cidadãos cumpridores.

Antevejo pois que nesta cronologia da evolução da engenharia e pelo desenrolar dos acontecimentos mais recentes venha a surgir em breve a engenharia flatulante e cujo objecto de estudo será a acumulação de gases nos intestinos pelo facto de todos, uns mais que outros, quererem comer as maiores fatias de bolo de chocolate, o que irá certamente dar origem a muitos desarranjos que esta engenharia se encarregará de solucionar.

Mas como em tudo na vida isto são fases de uma evolução necessária, de construção e desconstrução, da procura do melhor, sendo que para tal temos que necessariamente experimentar o pior e que mais tarde ou mais cedo a engenharia de novo se ocupará da construção de pontes sobre o Tejo e de outras grandiosas obras, deixando-nos a todos um pouco menos gulosos, mas mais conscientes da justa porção de bolo de chocolate que nos é devida.
Anónimo a 23 de Setembro de 2010 às 00:56

JOSE MELO, AÇORES, 23/09/10 17:53

A conclusão do ministro das Finanças é de que "não é possível atingirmos o nosso objectivo orçamental sem melhoria na receita", sinalizando desta forma que uma mexida nos impostos em 2011 não está descartada.

Esta é a coversa do ministro das Finanças, Pergunto eu, porque não em vez de aumentar a receita deminuir a despesa?, porque eles querem acabar com o resto das empresas antes de lhes cortar nos ordenados e em todas as mordomias.
Porque não não pagar o subsido de Natal este ano ?. Não estão preocupados com o grosso da função pública, estão mas é preocupados consigo.
Isto sem uma revolta social não vá lá.

http://economico.sapo.pt/noticias/ministro-admite-medidas-adicionais-em-2010-e-subir-impostos-em-2011_99866.html
Anónimo a 23 de Setembro de 2010 às 18:09

Carlos, Coimbra, 23/09/10 17:50

Se isso acontecer, espero que o povo tenha a dignidade de fazer como em Moçambique... Sair à rua e mostrar quem tem o verdadeiro poder...

É inadmissível falar em subida de impostos enquanto a despesa pública continuar a aumentar. Antes e sacrificar a classe média, a que verdadeiramente contribui para os impostos, que se acabe com subsídios, rendimentos de inserção, reformas de políticos, ajudas de custos de políticos e autarcas, ordenados de administradores de empresas públicas, contratos como o da lisponte e TGV, e coisas semelhantes...

Basta de incompetência.
Se voltarem a subir os impostos, o povo tem que sair à rua, com "facas, pedras e paus"... Chega de tanta roubalheira...
Anónimo a 23 de Setembro de 2010 às 18:16

“O diploma da minha vida”

Aos seis anos de idade já percorria todos os dias uma estrada forrada de espelhos a caminho da escola, contava-me vezes sem conta, eu era muito pequeno e não entendia, mas ficou-me sempre na memória a imagem daquela estrada imaginária já que a realidade era bem diferente, fazia parte de uma família com onze filhos que desde muito novos tinham que ajudar no sustento da casa, a escola era uma miragem, a realidade era bem diferente.

Essa realidade bem diferente era a do trabalho no campo desde tenra idade, mas essa nunca me foi directamente revelada, daí a metáfora da estrada espelhada entre outras, das quais me recordo também de ouvi-lo dizer que treze pessoas à mesa dava azar, esboçando sempre um sorriso mas sem nunca adiantar uma explicação, eram como peças de uma charada que só fui conseguindo decifrar ao longo dos tempos.

Dos onze irmãos só ele se quedou pelo nosso país, todos os outros emigraram para o Brasil, só ele não, coisas do destino, e quis esse mesmo destino que ele imigrasse aos treze anos para outras paragens, para trabalhar no condado de Palma, fazia parte dos chamados ratinhos que vinham do norte para o sul, tinha marca disso numa perna, cicatriz bem vincada pelo chicote do capataz, por subir a um árvore ao invés de assegurar a tarefa que lhe estava destinada, coisas de crianças.

Mas o seu destino foi procurando mudar, aprendeu a ler sozinho, comprou uma bicicleta e aos fins de semana rumava à capital para se instruir, estudou na primeira escola técnica de corte para alfaiates do país, de Manuel Guilherme de Almeida, que criou o seu próprio método de corte, trata-se de um método proporcional que apresenta as fracções relativas a cada medida de peito, destinadas aos traçados do corte, dispensando as antigas réguas de escala, tabelas ou cálculos aritméticos que viria a ser patenteado como método de corte Maguidal e daria o nome à Academia Maguidal.

Aos vinte e seis anos de idade formava-se alfaiate nessa academia, tendo sido aprovado com distinção, assim reza o diploma passado aos catorze dias do mês de Agosto do ano de mil novecentos e quarenta e seis, daí em diante exerceu a profissão de alfaiate até que as forças o permitiram, deu instrução aos seus filhos e na medida das possibilidades ajudou filhos e netos, de maneira a que os azares da vida dele se esbatem-se antes de atingir os seus.

Andei muitas vezes nas pasteleiras do meu avô, seu meio de transporte favorito desde sempre, o automóvel esse era só para as deslocações maiores, aquelas tesouras enormes sobre a sua mesa de trabalho sempre me fascinaram, eram pesadíssimas, ele não teve certamente o destino que sonhou, mas soube tomar boa conta do que lhe coube em sorte, é por isso que eu acho que aqueles versos “Eu queria ser astronauta, O meu país não deixou, Depois quis ir jogar à bola, A minha mãe não deixou. Tive vontade de voltar à escola, Mas o doutor não deixou, Fechei os olhos e tentei dormir, Aquela dor não deixou...” lhe são dedicados e é por isso também que o diploma de alfaiate da Academia Maguidal é o diploma mais importante da minha vida.
Anónimo a 26 de Setembro de 2010 às 01:03

Sinceramente esta cena do spam é uma praga que vou-te contar.
Se não sabem do que se fala, calem-se.
Ora a minha hipótese é que na antiga escola não se toca, não se fala, não se mostra interesse PORQUE HÁ MUITO INTERESSE NELA! Agora para quê, só o tempo o dirá... e o executivo. Isto é mas é tudo uma cambada de boys
Toino a 26 de Setembro de 2010 às 18:41

“Meio mundo”

Quando somos pequenos é mesmo assim, uma parcela de terra por mais pequena que seja parece-nos todo um mundo e eu também tive um mundo destes, nesse local próximo de uma barragem onde os meus pais nos levavam por vezes ao fim de semana existia um mundo por descobrir.

Dessa descoberta feita ao longo de anos faziam parte vários locais uns mais fascinantes que outros, mas todo apresentavam os seus desafios para uma criança, no ponto elevado onde terminava a estrada existia uma taberna e uma venda de um casal já com alguma idade e o café do seu filho que mais tarde deu lugar a um restaurante e onde podíamos saciar a sede ou tomar uma refeição.

Um pouco mais adiante, numa praça mais elevada a grande casa quase sempre fechada que teria sido o albergue dos engenheiros que acompanharam a obra de construção da dita barragem, ladeada num socalco mais baixo de um jardim com um lago onde sempre descobríamos peixes, rãs e outros animais que frequentavam aquele espaço.

Descendo um caminho à direita antes de chegar à dita casa chegávamos a um edifício abandonado de portas e janelas escancaradas que tinha sido faz muitos anos uma escola, ainda tinha na altura a ardósia preta na parede, era uma escola de projecto anterior às do estado novo e onde podíamos dar largas à imaginação sempre com novas brincadeiras.

Seguindo por esse caminho abaixo, fazendo uma curva ligeira para a esquerda desembocávamos num imenso terreiro onde após a revolução dos cravos, vai para trinta e tantos anos a população do Concelho fazia as celebrações do 1º de Maio entre outras festas e onde os turistas que nos visitam aproveitavam para parquear as suas autocaravanas, ainda aí comi algumas sardinhadas e fizemos alguns piqueniques em família.

Depois existia o paredão da barragem, construção imensa com o seu poço de descarga vertical que impunha um enorme respeito e dava medo só de olhar para baixo, nos dias de hoje está vedado o acesso por razões de segurança, mas na altura não, do outro lado da estrada que transpunha o paredão existia a torre de acesso à casa das máquinas que nunca visitei, mas só de ouvir falar da quantidade de degraus sem corrimão até as pernas me tremiam.

Acontece que agora passados quatro décadas alguém, com poder económico certamente, chegou e “comprou” metade desse mundo, impondo vedações que impedem o acesso à quase totalidade daqueles espaços, deixando-me privado de metade daquele mundo que antes conhecera e também a muitos outros privados do seu local que foi também durante anos de confraternização e lazer, sorte a nossa de mesmo assim ainda podermos usufruir do outro meio mundo.
Anónimo a 27 de Setembro de 2010 às 23:27

“A cidade”

Não nos iludamos, o país no seu actual figurino e com os actuais figurinos já não tem salvação, estamos próximos do abismo e continuamos a marchar na mesma direcção, a inércia é tal que a opinião generalizada de todos os nossos grandes especialistas nestas matérias converge sobre aquele que virá a ser o nosso futuro próximo.

E desenganem-se também aqueles que pensam residir na aplicação do relatório da OCDE, ou mesmo na vinda do FMI, a nossa salvação, pois já antes ouve relatórios da OCDE, do Porter e muitos outros, o próprio FMI já por cá andou no passado e os resultados estão à vista de todos.

Vamos ter que ser nós próprios a resolver esta situação e o próprio presidente já afirmou que o “país precisa de ideias com visão”, e não é que esta afirmação fez disparar em mim o clique que poderá levar facilmente à alteração deste estado de coisas, levando apenas ao extremo medidas já em execução pelo governo.

Senão vejamos a desertificação do interior, o fecho de escolas, hospitais e maternidades são medidas acertadas mas inconsequentes, na medida em que não têm contribuído para a redução do défice, mas se levadas ao limite, aí sim certamente irão contribuir para a redução da despesa de uma forma drástica.

E como se faz, simples, a tal ideia com visão, cria-se de raiz uma cidade global que passará a ser o nosso centro bancário, comercial, financeiro, político e industrial, um pouco à semelhança de Brasília e encerra-se em definitivo o resto do país, confluiremos para uma cidade com dez milhões, não é dramático, já existem tantas outras.

Desta forma poupa-se todo o orçamento de manutenção de infra estruturas, muitas delas obsoletas, de administração dum território espartilhado e passaremos a ter apenas gastos na administração da tal cidade global, com todos os efeitos de escala que isso acarretará na redução da despesa.

E perguntar-se-á, então e os milhares de funcionários e políticos que irão ficar a sobrar, certamente não faltarão nesta nova metrópole oportunidades de ocupação condigna para todos, necessitando alguns apenas das necessárias reconversões nas suas atribuições, a ideia aqui fica deixando-vos apenas para decidir a localização e que nome atribuir à nova cidade.
Anónimo a 28 de Setembro de 2010 às 23:44