JUNTAR FORÇAS POR GRÂNDOLA

Janeiro 30 2011

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publicado por Bloco Grandola às 12:36
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“Pessoa sempre”

Indisciplinadores de almas
São actores fundamentais
Com as almas todas iguais
As sociedades são calmas

Dá tua alma à indisciplina
Neste mundo conturbado
Não chegarás a muito lado
Com uma alma pequenina

Pessoa foi mestre na arte
Das almas desassossegar
Mas outros deves procurar

Pois não deves quedar-te
Por uma forma de pensar
Tenta a tua alma alargar.
Anónimo a 30 de Janeiro de 2011 às 23:04

“Lavagem”

Carrilho está zangado
Cavaco anda ressabiado
Teixeira descontrolado
O Sócrates é apupado

Luis Amado descontente
Pereira mostar o dente
A Ana Jorge está doente
Helena André vai em frente

A situação é deprimente
Nem Davos deu resultado
Não há dinheiro suficiente

O povo anda amargurado
A menos que o existente
Possa vir a ser lavado.
Anónimo a 31 de Janeiro de 2011 às 23:13

“Tarzan”

Nosso herói permanente
Não vai deixá-los entrar
Eles bem se podem lixar
Não metem medo à gente

Por este herói defendidos
A fraca gente se faz forte
Nem que faça vento norte
Nunca seremos tolhidos

É por isso que esta crise
Não entra aqui nem pintada
Ainda há gente que ironize

Tudo não passa de ironia vã
Não entram nem à porrada
Temos cá o nosso Tarzan.
Anónimo a 2 de Fevereiro de 2011 às 00:23

“Tóxicos e marados”

O presidente e banqueiros
Numa amena cavaqueira
Debatem situação financeira
E deram uns tiros certeiros

Acertaram mesmo em cheio
No diagnóstico da situação
Se não nos deitam a mão
Isto aqui fica mesmo feio

Como homens informados
Ali a solução encontraram
Para não serem lixados

Os mercados informaram
Activos tóxicos e marados
Nunca por aqui passaram.
Anónimo a 2 de Fevereiro de 2011 às 07:39

“O farol”

Hoje tanto sobe o juro
Já amanhã o juro desce
Que a gente até esquece
Se é mau ou bom auguro

Hoje vai entrar o FMI
Já amanhã o FMI não vem
A gente ouve com desdém
Notícias que andam por aí

É como do farol a luz
Que ora agora não se vê
E logo a seguir reluz

São sinais intermitentes
Dão indicações a quem vê
De quais os perigos latentes.
Anónimo a 2 de Fevereiro de 2011 às 20:17

“Tronos de veludo”

O nada que possas dar
Se é tudo o que possuis
Dá pois não te diminuis
E alguém estás a ajudar

Quem tudo tem e nada dá
Tudo o que tem conservará
Mas diminuído se sentirá
Pois ninguém nunca ajudará

Guardando tudo sobra nada
Dando do nada se faz tudo
Mas a vida desapaixonada

Só pode ser por ti praticada
Se deixares o trono de veludo
E procurares vida despojada.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2011 às 07:29

“O pirum”

O cérebro é coisa magnífica
Todos deveriam possuir um
Todos à excepção do pirum
É pá hoje ganhou o Benfica

O C130 já aterrou no Montijo
Vêm notícias de Nova Iorque
No Cairo andam com amoque
Meu cérebro está a ficar rijo

Os deputados não vão reduzir
Ouro negro já roçou nos cem
Notícias boas pr’a me afligir

Eu prefiro ser como o pirum
A minha tola não é armazém
Prefiro ter cérebro nenhum.

Anónimo a 3 de Fevereiro de 2011 às 07:34

“Miragem”

Com toda a pompa e circunstância
Ministro da presidência anunciou
Logo que o conselho terminou
Após Maio regressa a abundância

Duas vezes por semana podes jogar
No concurso que te dará milhões
É muito acima das tuas previsões
Desta feita milhões não te vão faltar

Muito obrigado oh senhor ministro
Por se envolver pessoalmente nisto
Que não seja apenas impostos cobrar

Mostram que ainda sabem governar
Vou já comprar camelo e equipagem
Para poder correr atrás desta miragem.
Anónimo a 3 de Fevereiro de 2011 às 22:17

“Vazio”

Por haver imensa pobreza
Justificada está tanta riqueza
A dúvida justifica a certeza
Tu horror justificas a beleza

A sujidade justifica o sabão
Só um deus justifica o diabo
A batata justificará o nabo?
Não me apertes mais a mão

Loucura justifica sanidade
Não me olhes mais assim
Um louco tem impunidade

Só a morte justifica a vida
Só um não justifica um sim
Só um copo vazio a bebida.
Anónimo a 4 de Fevereiro de 2011 às 08:03

“Botox”

Linda Martini é uma bebida
Madness estado de demência
É preciso imensa paciência
Para a vida levar de vencida

Mas a idade conta muito mais
E a vida acaba por nos vencer
Não importa o que se escrever
Nem o caminho por onde vais

O botox ajuda-nos a disfarçar
Aquilo que é indisfarçável
E se o verniz começa a estalar

Ficas com um aspecto execrável
Muito mais te vale a vida gozar
Sem esse betume irrecusável.
Anónimo a 6 de Fevereiro de 2011 às 21:02

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